Na Índia nós encontramos uma gama de lâmpadas bonitas feitas de todos os tipos de material – barro, terracota, porcelana, latão, bronze, prata e por vezes até de massa de farinha. Há muita literatura sobre a fabricação da lâmpada. Existem normas sobre seu tamanho, iluminação e medidas. Festivais de lâmpadas são celebrados e rituais receitados para sua adoração. As danças se concentram em volta das lâmpadas.
Portanto, é natural que os objetos de veneração no qual o fogo cerimonial era aceso ou mantido também criava sentimentos de reverência. Estes objetos eram, portanto, considerados igualmente importantes e ram feitos com muito cuidado. No início, substâncias naturais como pedras, conchas, produtos de árvores etc. teriam sido usados. Isso deu com todas as formas, onde os artesãos passaram a oferecer uma maior profundidade e significado às lâmpadas.
O mais importante há formas diferentes de lâmpadas usadas para fins diferentes. A lâmpada é considerada uma mulher e é símbolo da Deusa Lakshmi (Deusa da riqueza) é referida por Deepalakshmi.
A lâmpada de barro ou “mitti diya” é a mais comum. Esta lâmpada é facilmente encontrada. Feita de barro, na roda do oleiro, milhares delas são usadas todos os anos por pessoas. Uma boa diya tem que estar mergulhada na água antes de ser usada. Uma diya só, é a lâmpada mais comum. Porém o oleiro sempre permite que a sua imaginação ande vagueando pelas cores para produzir diferentes tipos de diyas. Algumas são apenas abóbadas atraentes com aberturas para segurar a lâmpada de forma que apenas uma luz leve pode ser observada através dela, enquanto a abóbada protege-a do vento. Algumas constituem um grupo de cinco diyas – uma no centro, rodeada por quatro outras.
Lâmpadas de porcelana com formato de diyas são também feitas hoje em dia, tal como as de terracota e barro. Diyas desenhadas têm um lugar próprio. Elas possuem todos os tamanhos. A diya é colocada no topo do elefante ou um bankura (cavalo);há lâmpadas que se podem pendurar na forma de pombas ou pássaros onde a correia é enganchada no bico do passarinho e o corpo do pássaro tem um espaço para encher de óleo ou cera.
Lugar de orgulho é ocupado pelas lâmpadas feitas de vários metais. As lâmpadas nos tempos antigos eram feitas de metais comuns existentes, incluindo ouro e outros metais preciosos e pedras. A tradição continua nos templos, onde lâmpadas exóticas podem ser observadas. Templos no sul da Índia possuem uma maravilhosa diversidade de lâmpadas.
Lâmpadas diferentes são feitas para fins diferentes. Um aarti deepa, usado na altura da oração, é diferente daquela usada para iluminar o sanctum sanctorum. O aarti deepa normalmente possui uma pega anexa a ela para segura-la.
O arranjo das lâmpadas também é artístico e varia de acordo com o local e a ocasião. Eles são colocados em círculos ou filas.
As lâmpadas dessa forma desempenham um papel importante na vida do dia a dia na Índia. Acender lâmpada próxima da planta de tulasi é um ritual seguido pelo povo em quase toda à parte do país. O Divali, essencialmente um Festival de Luzes, diz respeito de lâmpadas iluminando a vida e perseguindo a escuridão. Dizem que quando se acende uma lâmpada em casa, traz prosperidade, e abundância na família. A eletricidade não foi capaz de substituir o significado tradicional e emocional de uma lâmpada humilde na vida das pessoas da Índia.
Revista: A Índia Perspectiva
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